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  1. A bolsa amarela

    domingo, 30 de março de 2014

    Título: A bolsa amarela
    Autora: Lygia Bojunga
    Ilustradora: Marie Louise Nery
    Editora: AGIR
    Número de páginas: 116
    Ano de publicação: 1999 (32ª edição / 2ª reimpressão)


    ***

    Este é um livro considerado "infantojuvenil" que li quando era adolescente e adorei. E mesmo agora, como adulta, continuo gostando.
     
     
    É a história da menina Raquel, com quem os membros da família (pais e irmãos mais velhos) parecem implicar e que tem três grandes vontades:

    1. deixar de ser criança;
    2. ter nascido menino;
    3. escrever.

    Quando ela ganha uma bolsa amarela da tia Brunilda (que sempre dava roupas e coisas que já não queria mais para a família de Raquel), ela passa a guardar suas vontades, alguns objetos que vai encontrando e também sua grande imaginação lá dentro. 
     
     
    Ela inventa amigos imaginários, incluindo um galo chamado Afonso, que se torna protagonista de suas histórias e passa a morar/se esconder dentro da bolsa. Além do Afonso, outros seres também habitavam a bolsa, o que mete Raquel em algumas confusões e a faz passar por apuros em um almoço na casa da tia Brunilda.


    Em outra ocasião, quando precisa consertar o fecho da bolsa, vai até uma casa de consertos, onde conhece uma família incrível. Cada um estava concentrado fazendo alguma atividade e depois, de tempo em tempo, eles trocavam de lugar, para não enjoarem de fazer sempre a mesma coisa. 

    Tinha um bolo assando no forno; a casa toda cheirava a bolo. Um cheiro tão bom, que o Afonso, as minhas vontades, o Alfinete, todo o mundo resolveu espiar pela janela pra ver a cara do cheiro.
     
    Alguns fazem uma leitura mais "política" do livro, pois ele foi escrito e lançado em uma época em que o Brasil passava pela ditadura (o copyright que aparece no livro é de 1976), talvez associando a necessidade de Raquel "reprimir" suas vontades com o que acontece em um regime ditatorial (ninguém pode se expressar, precisa reprimir pensamentos e vontades). Mas gosto mais de pensar que é um livro sobre as vontades e o mundo de uma garota esperta, sensível e criativa, que não consegue ser compreendida pelas outras pessoas - que não prestam muita atenção nela, como se o que ela sente e pensa não contasse por ela ser criança, o que me parece muito injusto. No fim do livro, depois de ter vivido várias aventuras, ela já está um pouco mais crescida e é bonito ver essa mudança.

    A Lygia Bojunga escreveu vários outros livros para jovens. Dela, li também O sofá estampado (1980), mas não gostei tanto quanto gostei de A bolsa amarela. Ela nasceu em Pelotas, Rio Grande do Sul, mas se mudou para o Rio de Janeiro quando tinha 8 anos - e, pelo que li, continua a morar (ela tem uma casa chamada Boa Liga). Para saber mais sobre a autora e suas obras, clique aqui.

    Lygia Bojunga

    Para a Raquel, meu bolo de chocolate.

    ***

    Nega maluca (bolo de chocolate)
     
     

    Essa receita uma amiga que conheci por correspondência (ou seja, cartas) há uns vinte anos, a Samia Barbosa, de Urussanga, Santa Catarina, que me mandou. Desde então, só faço esse bolo de chocolate. Obrigada, Samia!

    Ingredientes:
    3 ovos
    2 xícaras (chá) de açúcar
    1/2 xícara (chá) de óleo
    1 c (sopa) de fermento
    1 xícara (chá) de água quente
    1 xícara (chá) de Nescau
    2 xícaras (chá) de farinha de trigo

    Bater os ovos, o açúcar, o óleo e o Nescau. Depois, colocar e bater o trigo e o fermento e, por último, a água quente.

    Demora uns 45 minutos para assar em fogo médio. A massa fica mais líquida que as de outras receitas, mas acho que isso que faz com que o bolo fique fofo.

    Eu faço cobertura com receita de brigadeiro ou, como na foto de hoje, cobri com Nutella e MM's... hmmm...

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